Ensinar é um ato de amor! Paulo Freire

Ensinar é um ato de amor! Paulo Freire

sexta-feira, 4 de junho de 2010

OLHA O QUE O FERNANDO ADDAD, MINISTRO DA EDUCAÇÃO ACHA A RESPEITO DO PISO SALARIAL DOS PROFESSORES

Só piso salarial não resolve problema de professor, diz Haddad

Sarah Fernandes
Enviada especial a Brasília (DF)

Garantir um piso salarial não é suficiente para dar conta das necessidades dos professores. Será preciso criar um plano de carreira e aumentar a verba direcionada para as escolas, principalmente as das regiões mais pobres. A avaliação foi feita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a abertura da Conferência Nacional da Educação (Conae), que acontece entre 28 e 1ª de abril em Brasília (DF).

Antes de 2005 um profissional que não se dedicava à docência recebia um salário 86% maior que um professor. “Em 2005 a diferença caiu para 51%, mas ela ainda é muito grande”, avaliou Haddad. “Reconhecer o piso não é suficiente. Temos que aprovar diretrizes de carreira, para dizermos à juventude: ‘venha ser professor, sua carreira estará assegurada”.

A recomendação do ministro é que o piso salarial e o plano de carreira sejam assuntos debatidos na Conferência e que passem a integrar o Plano Nacional de Educação (PNE) – série de diretrizes que vão pautar as políticas públicas de educação entre 2011 e 2020 e que serão levantadas na Conae. A sugestão de Haddad é que sejam estipuladas metas específicas para os dois temas, para garantir a aplicação.

O Plano também deve contemplar a diminuição da diferença de verba entre os estados, recomenda o Ministério. “Temos que garantir que todos os brasileiros, não importa o local de nascimento, tenham acesso a uma educação de qualidade”, avaliou Haddad.

O ministro também recomendou que o PNE não contemple apenas metas quantitativas. “Esses indicadores são importantes porque se referem ao atendimento. Mas não basta atender, é preciso dar qualidade. Meios e fins precisam andar juntos no novo Plano”.

Etapas da Educação

A educação infantil e o ensino médio devem ser assuntos fundamentais na Conferência, sugeriu o Ministério. “Sem educação infantil não dá para avançar no ensino fundamental, nem baixar os índices de repetência”, avaliou Haddad. “O mesmo vale para o ensino médio. Como pensar educação superior e fundamental sem pensar em ensino médio?”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira, 1º, durante a plenária final da Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília, a criação de uma mesa permanente de negociação entre parlamentares, governadores, prefeitos e centrais sindicais e órgãos representativos, como o Consed e Undime, para fazer avançar a lei do piso.

A Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, instituiu o piso nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, mas ainda não é cumprida por todos os prefeitos e governadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente à plenária final, acolheu a sugestão. “Eu me disponho a conversar com governadores sobre o piso. Concordo com a proposta da mesa de negociação”, disse. Na visão dele, o valor do piso ainda é baixo.

“Os educadores não são valorizados. Eu não me conformo de alguém achar que um piso de R$ 1.024 é alto para uma professora que cuida de nossos filhos”.

A proposta do ministro é que a mesa discuta medidas para valorizar o professor que já trabalha e atrair jovens para a carreira. “Não vamos atrair jovens sem valorização da carreira. Temos que sentar com os interessados e no Plano Nacional de Educação (PNE) fixar metas para remuneração mínima do trabalhador daqui a dois, quatro, dez anos. Por isso, sugiro uma mesa permanente de negociação”, defendeu Haddad.

Para o presidente Lula, a formação e valorização dos profissionais de educação são fundamentais para dar seguimento ao que classificou de verdadeira revolução na educação. “O casamento entre educação de qualidade e valorização do professor tem que ser indissolúvel”.
Lula e Haddad participam do encerramento da Conae 2010 (Foto:Wanderley Pessoa)
O presidente da República destacou a criação do Fundo Nacional de Financiamento da Educação Básica (Fundeb) e o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) como exemplos de ações educacionais importantes em sua gestão para melhorar o financiamento da educação, mas, segundo ele, insuficientes sem a valorização do professor. “Essas ações só crescem se houver à frente delas aquele profissional bem preparado”, afirmou.

Piso Salarial
– Cinco estados impetraram Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.167 contra a lei do piso, mas o Supremo Tribunal Federal confirmou a constitucionalidade da lei. Porém, ainda falta decidir sobre outros aspectos, como a destinação de um terço da jornada de trabalho dos professores voltada ao planejamento de aulas fora da escola.

A Conae será encerrada nesta quinta-feira, 1º, com a redação de um documento com as deliberações de delegados de todo o país. As resoluções servirão para embasar políticas educacionais como a elaboração do próximo PNE, que conterá metas a serem alcançadas entre 2011 e 2020.

Maria Clara Machado


Conae aprova lei de responsabilidade da educação


A lei de responsabilidade da educação – que prevê punir responsáveis por mau uso de verba pública para o ensino - foi aprovada na Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontece até esta quinta-feira (1/4), em Brasília (DF). Com mais de 50% dos votos a favor, ela não passará pela última plenária e irá direto para o texto final da Conferência, que vai subsidiar o Plano Nacional de Educação (PNE).


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tecnologia e os desafios no trabalho educativo


Hoje a maioria das crianças tem acesso às tecnologias, elas chegam à escola sabendo lidar com internet, sabem das notícias, são atualizadas, portanto é necessário que as instituições de ensino além de disponibilizar estes recursos, precisam capacitar os professores para atender essa clientela.

Lidar com essas tecnologias para muitos professores é muito difícil, alguns estão acostumados com metodologias ultrapassadas, de acordo com Lynn Alves, “Eles já até admitem utilizar o computador e a internet para preparar as suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar as mesmas nas suas atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico”.
Segundo o pedagogo Arnaud Soares de Lima Junior, “... Apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam ser. ’’ Algumas escolas, mesmo com os recursos disponíveis preferem seguir padrões antigos, ainda há aqueles que por causa da carga horária não conseguem tempo para melhorar suas aulas ou para aprenderem a usar tais recursos. Portanto não adianta tanta tecnologia se os professores não aderem o novo ou não saibam como usar, é preciso que alguns professores revejam sua postura, para investir na formação de bons profissionais.

As tecnologias estão aí para contribuir na formação do indivíduo, mas infelizmente como citado, algumas barreiras são encontradas e alguns professores não entenderam que "A Internet nos ajuda, mas ela sozinha não dá conta da complexidade do aprender” (José Manuel Moran) ·.

A área de navegação é imensa para tirar dúvidas, auxiliar em pesquisas educativas, ela ajuda como intercâmbio entre aluno e professores ou até mesmo, entre alunos, através de e-mail, mas o professor deve atuar como mediador desse processo.

Hoje já não existe mais a distância porque através dela podem fazer trabalhos em grupo, sem estar perto uns dos outros aumentando assim o interesse dos alunos pelas aulas, ao mesmo tempo em que a internet é essencial na educação, pode também ser mal compreendida, ou seja, são muitas as áreas de navegação então alguns alunos ficam impacientes e acabam não ficando somente em uma página. Dificultando assim sua pesquisa. A internet muda o interesse dos alunos, até mesmo pela leitura, talvez se os alunos criassem um blog, um e-mail e até mesmo um orkut; seria um grande estímulo para os alunos, pois teriam que ler mais, pesquisar mais, assim aprender mais.